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Feira de Ciências e Engenharia do Amapá apresenta mais de 120 projetos estudantis à população

Ao longo de quatro dias, estudantes expuseram trabalhos no Colégio Amapaense, em Macapá.


Por Léo Nilo

Os trabalhos de maior destaque foram premiados com medalhas, troféus e credenciais para outros eventos. | Foto: Eliseu Alves

Nos dias 19 a 22 de setembro, o Colégio Amapaense foi palco para a 11ª edição da Feira de Ciências e Engenharia do Amapá (Feceap). Mais de 120 trabalhos estudantis foram apresentados no evento, de estudantes de redes públicas, privadas, nacionais e internacionais. Ao fim da feira, os trabalhos de maior destaque foram premiados com medalhas, troféus e credenciais para outros eventos.


A Feceap é a principal feira científica do estado e visa incentivar o estudo da ciência na educação básica e expandir o conhecimento dos estudantes. A programação é organizada pelo Governo do Amapá, mas estudantes de todas as redes de ensino podem participar do evento.

Cíntia e suas colegas apresentando trabalho para o público visitante. Foto: Eliseu Alves

Este foi o caso da estudante Cíntia Coelho, 12 anos, da Escola Municipal Adão Ferreira de Souza. Seu grupo veio do município de Porto Grande e trouxe um projeto de arborização escolar para a feira. Para a estudante, debater sobre assuntos importantes como a sustentabilidade é o que faz eventos como este serem importantes.


“Participar da Feceap é uma sensação muito boa, porque a gente sabe que não está aqui só para representar a nossa escola, como também para incentivar outras pessoas a cuidar do meio ambiente, que é o nosso projeto. Queremos ganhar, mas só a participação já é muito importante", conta a estudante.


Incentivo à ciência

Além da sustentabilidade, a feira contou com trabalhos sobre comunicação, robótica, energia, saúde, bioeconomia e diversas outras áreas do conhecimento. Durante o encerramento, os projetos de maior destaque em cada área foram reconhecidos com prêmios.

Foto: Eliseu Alves

Mais de 260 estudantes e 100 professores foram premiados no encerramento da feira. Além disso, 12 instituições receberam um valor em dinheiro, em um repasse de R$5 mil, R$3 mil e R$2 mil, de acordo com a pontuação de cada projeto. O investimento visa financiar as atividades de pesquisa em andamento nas escolas do Amapá.


Apesar do investimento, a quantidade de escolas estaduais que participaram do evento ainda foi baixa. Das 398 escolas que compõem a rede estadual, apenas nove enviaram projetos à feira.


De acordo com a secretária de Estado da Educação, Sandra Casimiro, o governo espera fortalecer este contato com a ciência, para despertar o interesse dos estudantes e encontrar talentos dentro das escolas.


“A Feceap é a principal estratégia do governo para incentivar a produção científica dentro da nossa rede. Nossa intenção é continuar expandindo o evento, e vamos fazer isso através de editais de fomento que serão lançados ainda este ano, além de aumentar a premiação em dinheiro aos projetos vencedores, já no próximo ano”, afirmou a secretária.


O professor Glauber ressalta a importância de focar no potencial que os alunos têm. | Foto: Léo Nilo

Destaques

A Escola Estadual Elias Trajano, localizada no município de Porto Grande, trouxe a maior delegação de estudantes para a feira, com 19 projetos inscritos. A escola foi uma das 12 instituições premiadas em dinheiro, a partir do trabalho “Draum 2.0”, que consiste em um drone de baixo custo para o monitoramento da biodiversidade em reservas ambientais.


Para o professor-orientador da escola, Glauber Ribeiro, diversos desafios justificam a ausência de mais escolas no evento. No entanto, o professor afirma que não se pode depender de altas tecnologias ou grandes aportes financeiros para se produzir ciência na Amazônia.


“A Escola Elias Trajano também tem desafios, mas, para a gente que está na região amazônica, o importante é começar. A gente precisa focar no potencial que os alunos têm”, comenta Glauber.


O professor ressalta ainda a importância de eventos científicos para o crescimento pessoal do estudante. “A participação em feiras muda completamente a perspectiva de vida do aluno. Aqui, tem vários projetos que têm o potencial de sair daqui como um produto ou um empreendimento. Então trazer o estudante para a feira abre esse tipo de possibilidade”, finaliza.


*Reportagem elaborada na disciplina de Redação e Reportagem II, ministrada pelo professor Alan Milhomem.

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