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Carreiras em tecnologia: Como prosperar em um mundo cada vez mais digital?

Descubra a trajetória inspiradora de Bruno Levi e como ele conquistou seu espaço em um setor dominado pela inovação digital.


Por Fabiana Sabino Saraiva


Bruno é consultor de marketing digital especializado em crescer negócios. Foto: Reprodução / brunolevi.com

Bruno Levi Almeida Rios Carmo, 25 anos, é um jovem baiano que saiu de sua cidade junto com sua família para Macapá em busca de um futuro melhor. Nas Terras Tucujus, ele conseguiu fazer ensino médio profissionalizante no curso Técnico em Redes de Computadores pelo Instituto Federal do Amapá, o que lhe rendeu um bom currículo e prêmios em competições de startups.


Ao se mudar novamente com a família, em 2017, agora para Curitiba, no Paraná, Bruno foi em busca de trabalho e recebeu muitos “não” como resposta. Quando Levi já estava cansado de tanta procura, uma porta se abriu na empresa Gary Vaynerchuk. Seu primeiro emprego foi como tradutor na empresa. Oportunidade que possibilitou Bruno se familiarizar ainda mais com o ambiente digital.


Depois dessa primeira experiência, Levi trabalhou para grandes nomes do mundo digital como: Derek Sivers, Neil Patel e Grant Lingel, até abrir seu próprio negócio. Hoje tem um loja de peças automotivas que é líder em vendas no Mercado Livre, além do site Lar da Pele e Conselhos Tech que já lhe renderam bons resultados. Apesar da pouca idade, Bruno já tem uma vida consolidada na área digital e uma gama de experiências para compartilhar sobre como viver no mercado digital.


Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ao fazer a transição para uma carreira no ambiente digital?

Meu maior desafio foi que em 2016, quando eu decidi que queria entrar numa carreira digital, eu não tinha nenhuma experiência. Eu tinha acabado de sair do ensino médio e por isso eu nunca tinha tido uma experiência de verdade de trabalho, apenas estágios administrativos em sua maior parte. Por causa disso, eu não tinha nada que me destacasse de um candidato que já tivesse experiência. Portanto, após fazer muitas procuras, eu realmente não consegui nenhuma oportunidade. Até eu me voluntariar e conversar com as principais pessoas nas empresas onde eu queria trabalhar, mandar e-mail diretamente para os contratadores. Eu parei de fazer buscas em todos os lugares e fui diretamente com

quem eu queria trabalhar.


Como você descreveria seu papel ou sua carreira no ramo digital em poucas palavras?

Como meu trabalho é marketing, eu tenho que atrair a atenção das pessoas e fazer elas comprarem um produto ou serviço através da internet. Existem várias formas de fazer isso. Você pode criar sites, você pode criar páginas para ranquear no Google, você pode criar estratégias para converter tráfego. Então, para resumir, em poucas palavras, que é o que a pergunta me pede, eu atraio a atenção das pessoas que precisam do meu produto ou serviço. Eu faço elas virarem clientes.


Quais são as principais habilidades ou competências que você acredita que são essenciais para o sucesso no trabalho digital?

Você precisa primeiro das habilidades técnicas específicas para o que você vai fazer. Então, por exemplo, se você quiser seguir carreira como redator, você precisa saber escrever, se você quiser seguir carreira como um editor de vídeos, você precisa saber editar vídeos muito bem. Se você quiser seguir como designer, você precisa saber fazer boas fotos e vídeos. E as habilidades interpessoais, que é comunicação, é você saber gerenciar seu próprio tempo, principalmente se você trabalhar de forma remota, é você ter auto responsabilidade de saber o seu papel na

empresa e você executar ele sem uma pessoa estar ali micro gerenciando, é você se adaptar ao mercado, porque o mercado tecnológico sempre está mudando muito. Então essas são algumas das habilidades soft skills que você precisa ter.


Pode compartilhar algumas das experiências mais marcantes ou projetos significativos em que trabalhou no campo digital?

Um dos projetos mais marcantes que eu trabalhei foi o do Neil Patel. É onde eu fui responsável por crescer o blog dele no Brasil. Ele iniciou no Brasil com algumas centenas de milhares de visitantes por mês, ele tinha em torno de 120 mil pessoas acessando o site dele por mês. Na época que eu entrei no projeto e fazendo um trabalho de aquisição de tráfego orgânico pelo Google, eu saí da empresa em agosto com mais de 2 milhões de pessoas visitando o site dele mensalmente. Essas visitas se transformavam em leads, que são pessoas interessadas no serviço do Neil Patel, que entrava em contato depois de ser impactado pelas campanhas de marketing que a gente fazia e se transformava depois em clientes, vendas e receitas para a empresa. Foi um projeto muito bacana que eu trabalhava com pessoas do mundo inteiro e atingi resultados incríveis para a marca do Neil Patel.


Como a tecnologia e o ambiente digital têm impactado sua forma de trabalhar e viver?

Tem impactado em todas as áreas da minha vida, porque um dos objetivos que eu queria atingir trabalhando no digital era poder trabalhar remoto, onde eu poderia viajar, eu poderia trabalhar de casa se eu quisesse, eu poderia trabalhar de um café, de um cowork. Foi uma coisa que eu sempre sonhei. Desde que eu era adolescente, tinha um desejo de trabalhar. Eu não queria ter um emprego tradicional como eu via meus pais, que tinham que ficar fisicamente presos a um local que não tinha tanta liberdade. Eu sempre fui uma pessoa que prezei por essa liberdade. Por isso eu fui buscar trabalho remoto, então mudou completamente, né? Porque a maioria das pessoas trabalham em um local físico, elas precisam bater ponto, elas precisam estar no escritório, e isso é algo que a tecnologia possibilitou que não fosse mais uma necessidade, assim como era antigamente.


Quais são as vantagens e desvantagens de trabalhar remotamente ou em um ambiente digital em comparação com um trabalho tradicional em um escritório?


Você poder controlar o seu próprio horário, é você poder fazer uma consulta no meio do dia de algo que é importante, é você poder cuidar de um familiar seu, você poder criar uma rotina que funcione bem. Tem pessoas que gostam de trabalhar mais à noite do que de dia, por elas serem mais produtivas à noite. É você poder viajar enquanto trabalha. Essas são algumas das principais vantagens para mim. E outro benefício muito legal é que, geralmente, nas carreiras tradicionais, demora muito para um profissional crescer e ganhar dinheiro, mas no digital, não. Se você continuar aprendendo novas habilidades e mostrar que você consegue resultados de forma diferente, você consegue crescer muito rápido. Que foi uma coisa que aconteceu na minha carreira, em três anos eu saí de tradutor, que é uma posição totalmente técnica, até gerente e diretor de marketing de uma agência multinacional que atende clientes no mundo todo. Isso se eu fosse seguir a carreira tradicional, dificilmente eu teria conseguido.


Existem recursos, cursos ou ferramentas que você recomendaria para alguém que deseja seguir uma carreira no ambiente digital?

Sim, existem vários deles para quem está especificamente na área de tecnologia, tem vários cursos do próprio Google. Tem cursos no EDX.org, cursos de Harvard, cursos das maiores instituições educacionais do mundo e tem cursos específicos para a área também para quem trabalha com marketing, tem os cursos da Hubspot, tem os cursos da Rock Content no Brasil, tem os cursos do próprio Neil Patel. Existem vários recursos muito bons on-line para quem quer seguir uma carreira no ambiente digital.


Como você equilibra seu trabalho digital com sua vida pessoal e social?

Eu controlo bastante meus horários e tento focar em terminar as minhas coisas durante o período da manhã e da tarde. E durante a noite, eu faço as atividades da minha vida social, seja ir pra academia, seja sair com os amigos, seja ficar com a família, com a namorada, assistir um filme.


Quais são suas perspectivas para o trabalho em ambiente digital?

Minhas perspectivas são de que as empresas vão precisar cada vez mais de profissionais digitais e quem acompanha essa mudança da economia vai se destacar, até mesmo as próprias universidades estão mudando mais pro digital e precisando de assistentes administrativos, de programadores, de pessoas que mexem com as redes sociais, todo o setor da sociedade está precisando não só atrair clientes através do digital, mas tem todo o sistema digital integrado no centro da empresa, no centro da organização, porque o digital é mais eficiente. Portanto, quem se qualificar e pensar na sua profissão como algo que pode ser executado no digital vai se destacar.


Você tem alguma dica ou conselho para jovens profissionais que estão considerando entrar no campo digital?

O meu conselho é que a pessoa busque a empresa na qual ela quer trabalhar e verifique quais são as vagas que existem. Então, por exemplo, se eu sou uma pessoa que escreve, o que eu posso fazer no digital para me destacar? Eu posso procurar as melhores empresas do mundo e ver que existem vagas de redator sênior. Existem vagas para analistas de SEO. Existem vagas de escritor copywriter, que são pessoas que fazem textos focados em vendas, e isso a gente só aprende no mercado de trabalho mesmo. Então, se você não começou ainda no digital, busque o que as maiores empresas do mundo tem. Veja o tipo de profissional que você pode se tornar e como as suas habilidades atuais podem se traduzir para isso. E a segunda dica é: não fique preso ao caminho tradicional, conheça como funciona o mercado digital, converse com pessoas que trabalham em empresas onde você quer trabalhar, pergunte para elas como elas conseguiram essas oportunidades e vá atrás. Tem muita oportunidade no mercado, mas é algo que você tem que ser bastante persistente para conseguir as melhores oportunidades. Além disso, é super importante que você sempre esteja se qualificando, sempre busque cursos na sua área, sempre procure novas certificações, porque quando você aplica conhecimento específico para o trabalho que você está fazendo, você sempre vai se tornar um profissional mais desejado no mercado, que entrega mais resultados e que as pessoas querem sempre contratar.


*Entrevista produzida na disciplina de Redação e Reportagem II, ministrada pelo professor Alan Milhomem.


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