• Gabriela De Matos

COP-27: Instituto amapaense participa de debate sobre mudanças climáticas

Ativista ambiental, Hannah Baleiro, está representando o Instituto Mapinguari durante a COP-27, no Egito


Por Gabriela de Matos


COP 27 em Sharm el-Sheikh, no Egito


Desde o dia 5 de novembro está acontecendo a Conferência das Nações Unidas ou COP-27, que reúne líderes mundiais para debater os efeito e causas das mudanças climáticas, além de discutir medidas que amenizem os impactos à população. O evento acontece na cidade de Sharm el-Sheikh, no Egito, e vai até o dia 18 de novembro.


Uma das maiores preocupações das potências globais, é com o aumento da temperatura. As mudanças climáticas estão nos afetando cada vez mais, ondas de calor, alagamentos e o aumento do nível do mar, são alguns exemplos de como a instabilidade do clima influencia no nosso dia a dia. Esses fenômenos refletem também na produção de alimentos e na própria economia local.


Representando o Amapá e o Instituto Mapinguari, a ativista ambiental e diretora executiva da instituição, Hannah Balieiro, está participando da conferência. Em conversa, ela explica que, neste ano, está sendo discutida a importância da juventude nas mudanças e decisões, que podem ser influenciadas por meio de medidas de conscientização, fortalecimento da educação e participação em debates relacionados ao meio ambiente.


Outra medida, explica Hannah, é a respeito da criação de áreas de proteção ambiental para diminuição da crise climática. Além disso, o fortalecimento de outros tipos de cadeias produtivas que existem dentro da nossa região.


“Quem planta, quem colhe, quem pesca, depende muito do clima, eles observam quando vai chover e quando é a seca. Então, se perdemos esse planejamento, perdemos muitas safras de plantio. O clima também influencia na pesca, em determinando período podemos ter uma quantidade de peixes, no entanto, em outros não”, diz.


Participação do Instituto Mapinguari na COP 26. (Foto: Arquivo/ Instituto Mapinguari)


A Amazônia é um tema amplamente discutido na COP-27. “A região amazônica tem o papel de regulação da temperatura a nível continental por conta dos rios voadores, que ajudam na liberação de água pelas correntes de ar. Todavia, temos um problema grave com a liberação de gás carbônico, um dos gases do efeito estufa. O Amapá ainda consegue ser esse sumidouro de carbono por ter muitas áreas protegidas. Por isso, o evento tem sido uma oportunidade de traçar estratégias para qualidade de vida por meio da preservação ambiental”, detalha a ativista.


Ações realizadas na COP-26


Em 2021, durante a COP-26, o Instituto Mapinguari, juntamente com 46 instituições da PanAmazônica, apresentou um documento que defende a autonomia dos povos da floresta e da sociobiodiversidade intitulado “Manifesto Jovens Vozes da Amazônia para o Planeta”. Além disso, houve participação nas agendas do movimento negro com a assinatura da carta manifesto “Para Controle do Aquecimento do Planeta Desmatamento Zero: Titular as Terras Quilombolas é Conservar”, da Coalizão Negra por Direitos.


COP 26 em Glasgow, na Escócia. (Foto: Arquivo/ Instituto Mapinguari)


Hannah conta que existe uma expectativa nacional muito grande em relação à COP 27 pela mudança de governo. “Nos últimos quatro anos, nós tivemos muitas perdas em relação a estrutura ambiental do nosso país. Nossa expectativa é que o novo governo possa reestruturar políticas ambientais e climáticas do país. Perdemos muito prestígio ambiental nesses últimos anos e precisamos recuperá-lo o quanto antes”, ressalta.


A ativista complementa que “estamos chegando em pontos de não retorno da Amazônia. Então, poder reestruturar essa política ambiental no país é muito importante. É com essa expectativa que estamos, de reaver os protocolos, que já existiam, e ampliar nossa ambição em conter à crise climática”, finaliza Hannah.



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