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Conheça os planos políticos dos novos diretores eleitos para os Departamentos da Unifap

Por Nelson Carlos


No mês de outubro, ocorreu a eleição dos novos diretores dos Departamentos da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), que coordenam Ciências Biológicas e Saúde (DCBS), Letras, Artes, Jornalismo, Teatro e Libras (DEPLA), Educação (DED), Ciências Exatas e Tecnologia (Dcet), Meio Ambiente e Desenvolvimento (DMAD), Educação a Distância (DEAD), Filosofia e Ciências Humanas (DFCH).


Novos diretores eleitos para biênio dos Departamentos da Universidade Federal do Amapá

Os Departamentos têm como função primordial auxiliar as coordenações dos cursos e cooperar em assuntos pedagógicos como elaboração das grades curriculares, garantia de necessidades básicas aos prédios departamentais como água, limpeza, e outros serviços de mesma origem. São, também, responsáveis por buscar emendas para construção e reforma predial.


Vamos conhecer as propostas que serão implementadas pelos novos dirigentes:


Departamento de Ciências Biológicas e Saúde (DCBS)

Foi eleita a técnica de Assuntos Pedagógicos, Sandra Mota, lotada no colegiado de Fisioterapia, e o professor do curso de Medicina da UNIFAP, Hugo Souza. Os novos diretores dizem que o desejo e a vontade de coordenarem o departamento surgiu para que pudessem contribuir com a melhoria e o funcionamento do departamento dentro da Universidade, somando a experiência e propostas de cada, para contribuir.

Dentre as propostas, estão a ampliação de termos de cooperação técnica e convênios, dentro e fora da Universidade; estimular o potencial de ação dos servidores técnicos da Instituição, para que possam desempenhar melhor suas atividades e possam contribuir da melhor forma possível com os cursos. E afirmam que, “o próximo passo a ser dado é o início do trabalho, para que possam dar conta de suas demandas, solucionar as já existentes, dar conta das novas demandas que possam surgir, e por em prática as nossas propostas", pontuou a diretora do DCBS, Sandra Mota.


Departamento de Filosofia e Ciências Humanas (DFCH)


Os eleitos para o novo biênio do DFCH são o professor dos Mestrados de História Social e Mestrado Profissional do ensino da História, Marcos Vinícius Reis, e o professor do Mestrado de Geografia, Genival Rocha. O DFCH é um dos maiores departamentos em número de cursos e docentes, tendo 11 cursos de graduação, 5 programas de mestrado, conta com mais de 100 professores e mais de 1000 acadêmicos.

Entre as propostas da chapa estão a criação de uma Secretaria Acadêmica para o departamento; a criação de um evento que integre todos os cursos de filosofia e Ciências Humas; intensificar e modernizar a questão do estágio, visto as oportunidades reduzidas para os acadêmicos; melhorar o diálogo entre os cursos, fortalecendo assim o departamento; reformular os Planos Pedagógicos dos cursos (PPC), permitindo que ele esteja mais próximo da realidade do mercado de trabalho, dentre outras.

Um dos desafios do departamento é a falta de infraestrutura para os cursos, muitos dos cursos do departamento existem desde a criação da Universidade, entretanto, poucos tem blocos próprios. Muitos dividem salas com outros cursos do departamento, e até mesmo de fora do departamento, alguns não contam com laboratórios adequados, o que dificulta na aprendizagem, inclusive em disciplinas práticas.

Marcos e Genival pretendem buscar meios de solucionar esses problemas existentes nos cursos do departamento, e proporcionar efetivas melhorias para os cursos, melhorando assim o desempenho acadêmico. Uma das pautas que os diretores pretendem debater e solucionar é a questão da falta de acessibilidade no departamento, visto que em muitos blocos da instituição não há elevadores para cadeirantes, ou mesmo rampas de acesso. A pouca sinalização para deficientes visuais, limitando e dificultando o acesso dos mesmos a varios pontos da Universidade, e inclusive acessa ao bloco do acadêmico.

Para o futuro próximo, o projeto de maior importância e de prioridade no momento para os gestores é a Secretaria Acadêmica, “sem a Secretaria Acadêmica nós pouco avançamos, já foi realizado estudo e o projeto foi apresentado para a comunidade acadêmica, o que falta é a sua implantação, e a primeira coisa que vamos fazer, é isso, implantar a Secretária Acadêmica”, disse o diretor do DFCH, Marcos Vinícius Reis.


Departamento de Artes e Letras (Depla)


Para a coordenação do novo biênio no Depla, foram eleitos, o professor de Letras/Libras, Melque Lima, e o professor do mestrado de Letras, Antônio Almir. O Depla conta com 6 cursos de graduação, mais 1 de Pós-graduação, dividos nas 10 salas de aula no único prédio do departamento, o que causa uma superlotação em alguns turnos, sendo necessário por vezes adequar laboratórios, e até mesmo “emprestar" salas de outros cursos. Um prédio anexo está em construção e promete resolver o problema da superlotação.

Entre as propostas, estão a criação de um evento de integração entre os cursos do Depla, permitindo que haja uma maior interação dos cursos e ampliando a boa convivência; outra proposta que visa o conforto e bem-estar dos estudantes são a criação de salas de descanso para os acadêmicos do departamento, visto que muitos estudantes passam o dia na Universidade, e muitos vezes não tem áreas adequadas para o descanso entre as atividades dos cursos. Com os espaços, os estudantes teriam mais conforto no ambiente acadêmico.

Outra preocupação da nova gestão é com relação a acessibilidade de pessoas deficientes. Os diretores pretendem colocar taxões para sinalizar e orientar os deficientes visuais a se locomover pelo prédio, aproveitando que o anexo do departamento está em fase final. É importante lembrar que na planta do departamento, estava previsto a construção de um elevador que beneficiária a lomoção dos cadeirantes, mas até hoje não foi finalizado.

Os professores se dizem muito honrados em estar a frente do departamento, e prometem trabalharem arduamente frente a direção para buscar e garantir melhorias a todos os cursos. O professor Melque, que também participou da antiga gestão como vice-diretor, diz que mesmo antes de poderem começar a realizarem o efetivo trabalho na nova gestão, já estava trabalhando e buscando garantir algumas propostas. Entre elas, a revitalização do novo prédio, que culminará com a inauguração do novo anexo do departamento.

Para o futuro espera-se sempre o melhor, “nós esperamps ter apoio da gestão da reitoria, que nós possamos juntos estar trabalhando para trazer e garantir essas melhorias aos cursos do depla, ao departamento e, a toda a Universidade”, concluiu o diretor do Depla, Melque Lima.


Departamento de Educação (DED)


Na área da Educação, os eleitos foram o professor de Educação Física, José Alex Cantuaria Queiroz, e o professor também de Educação Física, Alexandre Magno Guimarães. Está é a primeira vez na história do departamento, composto pelos cursos de Educação Física e Pedagogia, que é eleita uma chapa composta apenas por professores e/ou técnicos de apenas um dos cursos.

O novo diretor do DED é ex-vice diretor do departamento, na antiga gestão, e ressalta que pretende dar continuidade ao trabalho executado por ele e sua antiga companheira de chapa. Ele discorre sobre o conselho departamental, criado na antiga gestão, e que tem por objetivo debater e solucionar problemas do DED, visando as principais pautas do departamento.

Os professores dizem que embora sejam do mesmo curso, não há preferências na gestão, e afirmam p compromisso em fazer uma gestão democrática, pautada na igualdade e na União do departamento. “Nossa proposta é atuar em conjunto com todo o corpo docente e discente, atuando para trazer melhorias para os cursos, e trabalhar junto a Pró-Reitoria de Graduação, para que nós possamos solucionar todas as pendências e desafios que possam surgir pelo caminho", pontuou o diretor de Departamento de Educação, José Alex Queiróz.


Departamento de Meio Ambiente e Desenvolvimento (DMAD)


No DMAD houve a reeleição das gestoras, composta pela diretora, professora do curso de Ciências Ambientais Cláudia Maria Chelala, e sua vice, a técnica Administrativa Marilene Trajano.

O grande desafio do departamento é em relação a infraestrutura, visto que o curso que administra tem 4 turmas, e o prédio do departamento apenas 3 salas, aliado ao mestrado de Ciências Ambientais, o departamento vive uma pequena superlotação. A professora Cláudia, que segue para o seu segundo mandato como diretora do departamento, diz que em sua gestão não pretende pressionar a Reitoria em busca de melhorias para o DMAD, mas que pretende buscar articulações e apoio da Universidade para conseguir desenvolver o departamento.

Quando questionada sobre a importância de ser diretora, Cláudia diz que não vê como algo diferente, mas sim como uma experiência e dever seu, “eu não vejo o cargo como algo além da minha funcionalidade dentro da instituição, em toda minha vida dentro da Universidade já passei por diversos cargos. Então, eu vejo os cargos administrativos como parte da função do professor, do técnico, algo que devemos exercer pela instituição”, afirma a diretora.

Como proposta em desenvolvimento, as diretoras buscam convênios e parecerias com outros órgãos e instituições públicas, para proporcionar aos acadêmicos, além do desenvolvimento a pesquisa, práticas na área do curso e até mesmo estágio para esses alunos vivenciarem sua futura profissão. Para o futuro, elas esperam muita luta e resistência frente aos desafios que a Educação a nível nacional vem passando. Buscando fortalecer a instituição junto aos demais departamentos e espaços administrativos da Universidade.


Departamento de Ciências Exatas e Tecnologia (DCET)


No Dcet, tivemos a reeleição do professor de Física, Robert Zamora, e a eleição da sua vice-diretora, Cristina Banini, professora do curso de Engenharia Civil. O diretor que caminha para o seu segundo mandato, busca nesta nova fazer ampliar os cursos de exatas e de tecnologia para fora dos muros da universidade, e conta com a sua vice, para lhe ajudar neste trabalho.

Suas propostas são de buscar convênios com instituições para levar os alunos para a prática, além de mostrar a importância dos mesmo para a sociedade, e para o Estado. O professor, que já foi coordenador, e foi o o primeiro diretor do DCET, voltou em 2017 para ser nivamento o gestor do departamento, para trazer desenvolvimento e avanços para os cursos do departamento. Desenvolvimento esse, que pode ser visto através das obras finalizadas em sua gestão, e das que ainda virão.

Neste novo biênio, a dupla pensa na construção de um novo bloco para o curso de Química, que passa por problemas de falta de estrutura, depois de ter trocado do Campus Santana, para o Campus Marco Zero. No campo da pesquisa, eles buscam criar e procurar mestrados e doutorados para o departamento. Ele fala sobre a possibilidade de criar parcerias com outras instituições para mestrados e doutorados para os professores do departamento, evitando que os cursos percam e/ou fiquem por muito tempo sem professores.

Para o futuro, Robert espera que o departamento seja mais unido, para que ele possa crescer e se fortalecer, “Somos o único departamento que na semana do calouro, apresenta o departamento para os calouros, temos um dia inteiro voltado para a i integração dos calouros dos cursos do DCET, com diversas atividades interdisciplinares, que permitem essa interação, e criam ums entimento de pertencimento, tanto com o curso, quanto com o departamento”, pontuou o diretor do DCET, Robert Zamora.


Departamento de Educação a distância (DEAD)


Para o cargo de diretora do DEAD, foi escolhida a professora do colegiado de Pedagogia do Campus Binacional, Luzilene Alves da Cruz, e o Analista de TI, Felipi Ramon Pinho, que tem o dever de coordenar os cursos em Ead da instituição, auxiliando os alunos com ponto para atendê-los no campus Marco Zero, além dos quatro polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB), em Macapá, Santana, Vitória do Jari e Oiapique.

A nova gestão ainda está em fase de estabilização, e tem diversas propostas para fomentar o ensino Ead, e contrbuir da melhor forma com os estudantes da modalidade na Universidade. Além da UAB, alguns cursos agora são regidos pelo CAPES, o que se tornou um novo desafio para a gestão, que deve aprender o manuseio desta plataforma, para melhor atender o aluno.

“Para o futuro da gestão, nós esperamos que futuramente o DEAD esteja administrando cursos em Ead próprios da Universidade, e que esssa gestão venha a contribuir muito com a qualidade de ensino dos acadêmicos do departamento”, concluiu a diretora do Departamento de Ead, Luzilene da Cruz.

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