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Com 2,5 milhões investidos, Casa do Estudante será entregue após 10 anos

A moradia estudantil deve beneficiar 60 alunos e alunas que não tenham residência comprovada na região metropolitana de Macapá.


Por Ádria Raquel e Pablo Martel

casa está dividida dois pavimentos, sendo 15 apartamentos por pavimento. Foto: Ascom / Unifap.

Com 10 anos de atraso e investimentos na ordem de R$ 2,5 milhões, a Casa do Estudante da Universidade Federal do Amapá (Unifap) já tem previsão para ser entregue aos estudantes. Conforme o Departamento de Ações Comunitárias e Estudantis (Dace), até julho serão selecionados os estudantes aptos a residir na moradia estudantil. O edital para seleção dos beneficiados foi lançado em janeiro e as inscrições começam este mês.


Ao todo, a Casa do Estudante deve beneficiar 60 alunos e alunas que não tenham residência comprovada na região metropolitana de Macapá, além de promover a integração de alunos e alunas estrangeiros e diminuir a evasão acadêmica. A casa está dividida dois pavimentos, sendo 15 apartamentos por pavimento. Cada apartamento abrigará dois estudantes. Além do acesso à casa, o acadêmico contemplado terá direito à inserção de pagamento do restaurante universitário, receberá o auxílio equipamento eletrônico no valor de R$ 2.500,00 e o auxílio internet no valor de R$100 mensal.


A unidade habitacional também conta com bicicletas para os estudantes, ambiente de jogos, salas de estudo, refeitório, cozinha, vestiários, lavanderia e administração. O prédio da casa do estudante fica no Campus Marco Zero, no Bairro Universidade.


Histórico

Interior da Casa do Estudante. Foto: Ascom/Unifap.

A construção da Casa do Estudante Universitário (CEU) teve início em 2013 com o prazo de finalização de um ano, porém com os cortes de verbas o prédio só ficou pronto três anos depois, em 2016. Mesmo com o prédio pronto, ainda houve demora na aprovação do estatuto do local e no projeto de urbanização. Com a pandemia da Covid-19, houve mais atraso na entrega da obra, que só ficou pronta para ser habitado por estudantes agora.


O atraso na entrega da casa prejudicou ao longo desse tempo os estudantes que necessitavam do auxílio moradia. A estudante de Medicina Manuella Chokki, 25 anos, natural de Benim (África Ocidental), comentou como a moradia iria ajudá-la a permanecer na universidade se tivesse sido inaugurada no período certo.


“A casa poderia ter me ajudado a diminuir as despesas de aluguel, luz e wi-fi, além disso evitar as dificuldades que passei para encontrar o lugar onde moro atualmente, porque queria um lugar perto da Unifap. Tive que esperar alguém sair da casa antes de poder alugar, porque geralmente todas as casas já estão alugadas [...]. Com o dinheiro do aluguel, poderia investir mais em meus estudos, como comprar livros de Medicina, instrumentos de trabalho”, relata Manuella.


A futura médica também explicou como que a entrega e benefícios podem auxiliar ela até sua formatura. “Vai me ajudar muito porque onde eu moro pago 500 reais para a kit-net, mas mês passado a dona informou a gente que o aluguel vai passar para 600 a partir de abril. Vai ficar inviável para mim isso, já que os preços dos alimentos já aumentaram, até a água de 20 litros que a gente compra aumentou (porque não dá para beber água de poço), então fica mais complicado de se manter no curso”, afirma.

Saimon vai cursar Engenharia Civil. Fonte: Arquivo pessoal .

Com o lançamento do edital para seleção dos estudantes que terão acesso à casa, os alunos de 2023 já começam a cogitar a possibilidade de ser aceito na casa. O estudante recém-matriculado Saimon da Silva Barbosa, 19 anos, que vem do município de Anajás (PA), contou como a possibilidade de conseguir uma vaga na casa o ajudaria no período de formação.


“A minha família é humilde e não teria condições de bancar uma estadia aqui em Macapá. Um lugar pra morar perto da faculdade já me ajudaria com os gastos de transporte e moradia e também à não desistir do curso e conseguir alcançar minhas expectativas de ser um excelente profissional”, disse o estudante.


O diretor do DACE, Melque Lima, comentou sobre a importância da casa do estudante e o nome escolhido para casa, que homenageia uma estudante da universidade. “Uma requisição dos próprios alunos acadêmicos, por meio dos movimentos, das lutas foi conquistada esse direito da construção desta casa. A casa se chamará Lua, a nossa querida acadêmica e conselheira, que perdeu a vida recentemente. Em homenagem a ela, o CONSU aprovou o nome na casa do estudante como Lua”, conta.


O nome da Casa do Estudante Lua é em homenagem à acadêmica que lutava pelos direitos estudantis e que sempre estava envolvida nos movimentos e reuniões em prol dos alunos. Lua também sempre esteve presente nas reivindicações para que a casa do estudante fosse inaugurada.


O edital

A Pró-reitoria de Extensão e Ações Comunitárias (PROEAC) e o Departamento de Ações Comunitárias e Estudantis lançaram o edital em janeiro deste ano para selecionar os alunos e alunas para habitar a casa do estudante. As inscrições serão feitas de forma on-line, por meio de questionário disponível na página de inscrição da PROEAC.


Conforme o edital, as inscrições devem começar dia 27 de abril e se estendem até o dia 16 de maio. O prazo para resultado definitivo é dia 10 de julho. Das 60 vagas disponibilizadas, 10% são destinadas para a política de cotas afirmativas e 10% para mobilidade e cooperação técnica nacional e internacional.


Podem se inscrever discentes regularmente matriculados no semestre vigente em cursos presenciais de graduação e pós-graduação, matriculados no mínimo em três disciplinas, Trabalho de Conclusão de Curso ou ainda em estágio supervisionado no semestre atual para os cursos de graduação, dissertação ou tese para pós-graduação.


Além disso, devem ser alunos e alunas com matrícula dentro do tempo regular de seu curso, em comprovada situação de vulnerabilidade socioeconômica nível e prioritariamente discentes na primeira graduação e pós-graduação. Outros critérios podem ser verificados no edital disponível aqui.


*Reportagem produzida na disciplina de Redação e Reportagem III ministrada pelo professor Alan Milhomem.


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