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UNIFAP sem água: abastecimento no Campus Marco Zero não é suficiente para a demanda da comunidade

Atualizado: 6 de nov.

A prefeitura explica que o problema ocorre devido ao sistema falho de distribuição de água no Estado


Por Fernando Tavares e Gabriela de Matos


Protesto escrito na parede do bloco DEPLA (Foto: Fernando Tavares/AGCOM)


A falta de água na Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) é motivo de constantes reclamações e protestos. Alunos passam horas na instituição e, frequentemente, não encontram o básico para a sua higiene pessoal. Prédios ficam sem água nos banheiros, como é o caso do bloco do Departamento de Letras e Artes (DEPLA). O acadêmico de jornalismo, Walace Wiliam, lembra que foram poucas as vezes que o bloco contava com o fornecimento de água. O cenário se repete no bloco B, a estudante do curso de Geografia, Ellem Vitória, acrescenta que também falta água nos bebedouros.


O fornecimento de água é um direito mínimo da comunidade acadêmica, porém se tornou um problema crônico. “Revolta, pois é algo essencial para todos durante o dia’’, diz a acadêmica.


Com que frequência falta água?


A falta de água acontece diariamente. Os discentes de geografia, jornalismo e matemática comentam que nos seus blocos – Bloco B, Bloco de Matemática e DEPLA, respectivamente, a situação é rotineira. “Diversas vezes me deparo com o banheiro sem água’’, expõe a estudante de matemática, Luciana Martins.


‘‘Sem água nos bebedouros temos que procurar em outros blocos, além disso, pela falta de água nas descargas, que já não funcionam, fica um odor desagradável no banheiro”, destaca Ellem Vitória.


Bebedouro sem água do bloco de geografia (Foto: Fernando Tavares/AGCOM)



Torneiras do banheiro masculino do DEPLA sem água (foto: Fernando Tavares/AGCOM)


O diretor da prefeitura da UNIFAP, Cairo Madureira, explica que a universidade utiliza cisternas, que é um sistema de armazenamento e captação de água, para atender as demandas do Campus Marco Zero.


“A gente tem uma cisterna onde chega e armazena água. Esse espaço tem pouco mais de 40 mil litros, então para que a universidade atenda os pontos centrais, precisamos que essa cisterna seja abastecida duas vezes no dia”, comenta o prefeito.


A falta de água ocorre há anos na universidade e, segundo o prefeito, isso acontece por conta do abastecimento falho que a universidade vem recebendo.


“A CSA [Concessionária de Saneamento do Amapá], antiga CAESA, não consegue atender nossa demanda como deveria. A água que chega da CSA, é muito pouca, porque falta muita água no Amapá. Geralmente, chega às nove horas da manhã, mas logo em seguida para” ressalta. .


Prefeitura da UNIFAP (Foto: Fernando Tavares/AGCOM)


No último mês, a UNIFAP juntamente com a CSA, está estudando e buscando soluções para esse problema. De acordo com o prefeito, a empresa planeja instalar um medidor para ter o controle do abastecimento que a universidade necessita, no entanto, ainda não existe previsão para execução desse serviço. Para amenizar o problema, a universidade utiliza outros meios para abastecer a cisterna.


A Universidade colocou três poços para alimentar a cisterna duas vezes ao dia, mas mesmo assim, precisamos da água da CSA. Estamos estudando a possibilidade de colocar um quarto poço para evitar, de fato, a falta de água”, informa o prefeito.


Cairo pontua que prédios mais afastados possuem sistema próprio de poço e reservatório, como os do curso de Medicina, Engenharia Civil e DEPLA.


Bloco do Departamento de Letras e Artes (Foto: Fernando Tavares/AGCOM)


No entanto, mesmo com o sistema de poço e reservatório, alunos que estudam no DEPLA, costumam ter água somente por um breve período do dia. O prefeito explica que, o motivo dessa falta de água, é por uma questão técnica de manutenção das bombas utilizadas na captação de água.


“Não só o DEPLA, como qualquer outro prédio que tem seu próprio sistema, utilizam um poço e uma bomba. Às vezes acontece dessa bomba dar problema, quando isso acontece, precisamos fazer a manutenção ou substituição por uma nova, só que nem sempre conseguimos fazer isso de forma imediata”, explica.


A carência de água na universidade é um problema antigo e com o retorno das aulas presenciais no ano de 2022, a demanda do Campus se intensificou, os discentes estão revoltados com a situação da UNIFAP.


A equipe da AGCOM entrou em contato com a CSA para falar sobre o medidor da água no Campus Marco Zero para saber, exatamente, qual a demanda da Universidade. No entanto, não obtivemos retorno. Enquanto o estudo para atender a demanda não é feito, os alunos continuam sofrendo com a falta de água.


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