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TEAtendemos: Mutirão visa reduzir a fila de espera para emissão de laudos de autismo

Na primeira edição do projeto, mais de 100 crianças foram atendidas e saíram com o laudo.


Por Bruna Pinheiro

Os atendimentos são feitos por meio de agendamentos. Foto: Divulgação / Prefeitura de Macapá.

Com o objetivo de reduzir a fila de espera para obter o diagnóstico e emissão de laudo do Transtorno do Espectro Autista (TEA), a Prefeitura de Macapá lançou o Projeto TEAtendemos. O mutirão é realizado por uma equipe multiprofissional do município composta por neuropediatra, psiquiatra, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Além disso, contam com o reforço de uma empresa terceirizada para realizar a série de mutirões, que terá cinco edições, prevista uma em cada mês até agosto.


O projeto atende pacientes com a idade entre 3 e 17 anos, que estão em caso de investigação do TEA e realizaram agendamento nas unidades do Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSI) e no Centro Especializado em Reabilitação (CER). Após o atendimento, caso seja diagnosticado com TEA, o paciente é encaminhado para tratamento com as terapias necessárias.


Ruana Machado, 35 anos, é mãe do Luís de 5 anos e busca o diagnóstico do filho desde que o pequeno tinha 3 anos. Como moram distante, no bairro Coração, passaram o dia na unidade aguardando os atendimentos.


“Há pouco tempo, eu peguei o laudo com o psiquiatra, e estava aguardando a consulta com o neuropediatra. Hoje obtivemos o diagnóstico preciso e o agendamento das terapias. Essa ação é muito boa, de muita importância para muitas mães que esperam há anos por uma resposta”, relata a mãe.


A coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), Luana Nunes, explica que cada criança passa por etapas e diversos atendimentos para ser diagnosticada no mesmo dia. As crianças diagnosticadas, saem com os encaminhamentos para intervenção.


“Pela manhã, a criança passa pela equipe multiprofissional, sendo atendida por fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo, além de realizar os exames como Bera, mapeamento cerebral e tomografia computadorizada, caso sejam solicitados. Pela tarde, passam pela consulta e avaliação médica, para obter o diagnóstico e o laudo”, relata.


Luana também explica que a fila de espera existe por conta da demanda reprimida desde 2019. Sendo que desde de 2020, os atendimentos foram suspensos por causa da pandemia, e só eram realizados em caso de emergência. O projeto do mutirão de atendimento busca justamente atender esses casos mais antigos para voltar o fluxo normal de atendimento. Normalmente, uma criança levaria uma semana para fechar a avaliação, mas há casos em que as avaliações são mais espaçadas, então essa levaria um mês, por exemplo.

O atendimento é feito com equipe multiprofissional. Foto: Divulgação / Prefeitura de Macapá.

Para receber atendimento no TEAtendemos, é necessário que os pais ou responsáveis pela criança procurem o Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSI) ou o Centro Especializado em Reabilitação (CER), para realizar o agendamento, e assim entrar na fila de espera e aguardar o atendimento que é do mais antigo, até o último caso registrado.

As famílias que já estão na fila de espera, precisam procurar as unidades para atualizar seus dados e principalmente, o número de telefone, para que a equipe do projeto entre em contato informando o dia da ação.


Em cada edição, as famílias são previamente comunicadas, por meio de ligação, pela equipe da Central de Regulação do Município, para que compareçam no dia da ação. Os mutirões ocorrem no Centro de Especialidades Municipal Dr. Papaléo Paes. Não podendo assim, nenhum paciente chegar no local sem agendamento prévio e o comunicado da equipe responsável.


Para receber atendimento no CER, em casos de tratamento, é necessário o encaminhamento feito pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O centro realiza o acompanhamento de reabilitação de pacientes com deficiência física, intelectual e visual, e também atende crianças e adolescentes com TEA, além de ajudar no tratamento em pessoas com sequelas da Covid-19.

Todos os exames necessários são realizados. Foto: Divulgação / Prefeitura de Macapá.

Para começar o processo e receber os atendimentos no CAPSI, é necessário apresentar comprovante de residência, cartão do SUS e identidade do responsável e da criança. Em seguida é realizado um processo de avaliação para verificar se a criança ou adolescente se encaixa no perfil das pessoas atendidas no centro. A partir desse processo, é possível verificar quais atendimentos essa criança vai precisar receber.


Endereços:


Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSI): Rua Redenção, nº 432, Pedrinhas – Complexo Macapá Criança.


Centro Especializado em Reabilitação (CER): Rua das Pupunhas, nº 650, no bairro Açaí.


Centro de Especialidades Dr. Papaléo Paes: BR-210, esquina com, Av. Manoel Torrinha, S/N - Renascer.


As unidades funcionam de segunda a sexta-feira em horário comercial, das 8h às 12h e das 14h às 18h.


*Reportagem produzida na disciplina de Redação e Reportagem III ministrada pelo professor Alan Milhomem.

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