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Moradores da Casa do Estudante da UNIFAP relatam dificuldade para chegar até a universidade

Atualizado: 31 de mar.

Acadêmicos enfrentam trajetos perigosos e escassez de transporte público enquanto aguardam iniciativas para melhorar as condições de acesso e segurança.


Por Paulo Gama e Raila Souza


Casa do Estudante da Unifap (CEU), em Macapá. Foto: Unifap/Divulgação.


Os residentes da Casa do Estudante Universitário (CEU) da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) enfrentam dificuldades significativas no trajeto até a universidade. As adversidades incluem trechos com iluminação precária, vias de intenso tráfego de veículos, rotas sem pavimentação adequada, além da ausência de opções de transporte público. Localizada no bairro Zerão, a aproximadamente 2,6 km do campus, a CEU apresenta desafios substanciais em termos de acessibilidade e segurança para os estudantes.


Situada em uma região carente de infraestrutura básica, a CEU apresenta aos estudantes duas opções de trajeto até a universidade. A primeira, pela Avenida Inspetor Aimoré, que caracteriza-se por um intenso fluxo de veículos, desprovida de ciclovia e iluminação adequada, o que aumenta o risco de acidentes, como relata Paulo Silva, estudante de jornalismo e morador da casa: "Às vezes passamos muito perto dos carros e corremos o risco de acontecer algum acidente, nunca aconteceu, mas já passou perto”, conta.


Avenida Inspetor Aimoré em frente a CEU. Foto: Raila Souza.


A segunda alternativa é um caminho irregular situado nos arredores da casa, que conduz à UNIFAP. No entanto, esse trajeto é muito perigoso, devido a grande quantidade de mato, ausência de pavimentação, falta de iluminação e abertura para acesso por qualquer pessoa. Os estudantes enfrentam, assim, uma série de desafios, como descreve Emilly Brito, estudante de ciências ambientais, ao recordar um incidente de bicicleta.


"Logo que entrei na Casa do Estudante, sofri um acidente no qual escorreguei em uma pedra e caí, ficando toda ralada. Estava chovendo e o caminho estava cheio de poças de lama, o que causou meu tombo e sujeira", lembra.



Caminho irregular depois de um dia chuvoso. Foto: Paulo Gama.


Além das questões de infraestrutura e segurança, os estudantes enfrentam uma séria escassez de opções acessíveis de transporte público. Para muitos, a jornada até a universidade tornou-se uma verdadeira saga, com ônibus superlotados e intervalos irregulares sendo mais um dos obstáculos.


Diante desses desafios enfrentados pelos estudantes da CEU, o Pró-reitor de Extensão e Ações Comunitárias, Robert Zamora, ressaltou a importância dos estudos em andamento para a construção de uma estrada pavimentada e coberta para a casa. No entanto, reconhece que, até o momento, não há previsões concretas de datas para a realização desse projeto. Enquanto isso, a comunidade universitária aguarda com expectativa o avanço dessas iniciativas, que não apenas garantirão maior segurança e acessibilidade aos estudantes, mas também contribuirão para melhorar significativamente suas condições de vida e estudo.

1 comentário

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emilly brito
emilly brito
Mar 30

torcemos para que haja melhora, um descaso com os estudantes que dependem desse caminho para chegarem até a universidade.

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