• Gabriela De Matos

Evento científico debate diversidade, acessibilidade e ações afirmativas na Unifap

Universidade inicia pesquisa para incluir políticas afirmativas aos alunos transexuais e travestis


Por Gabriela Matos


Professora Dra. Wilma de Nazaré Baía Coelho palestrando (Foto: Gabriela de Matos/AGCOM)


A 4ª Reunião Científica Regional, organizada pela Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) e pelo Fórum de Coordenadores de Programa de Pós-Graduação em Educação da Região Norte (FORPRED), teve debate sobre diversidade, acessibilidade e ações afirmativas. A edição deste ano, com o tema “Educação na Amazônia com Justiça Social e Garantia do Direito à Educação”, evidencia a necessidade de expandir as pesquisas e debates sobre a Educação na região Norte.


A palestra sobre diversidade, acessibilidade e ações afirmativas foi ministrada pela professora Dra. Wilma de Nazaré Baía Coelho e contou com a presença de alunos da Universidade Federal do Pará (UFPA). Na ocasião, foram abordados temas como o combate ao racismo e o desafio dentro de instituições educacionais, além da violência contra mulher e as políticas de enfrentamento.


As políticas afirmativas e acessibilidade na pós-graduação também foram discutidas, principalmente as desigualdades sociais e de gênero. Para encerrar, a palestrante propôs cotas para o público transexual e travesti, como política de respeito à igualdade de direitos.


A professora Wilma de Nazaré apresentou gráficos que evidenciam as lutas e conquistas a respeito das ações afirmativas nas universidades desde o ano de 2019. Para ela, é possível analisar como essas políticas, mesmo que de maneira lenta, estão mudando o cenário educacional nas instituições públicas. No entanto, Wilma reforça que ainda há muito trabalho a ser feito: “Não basta discurso vazio, é preciso ação”, destaca.


Trans Censo na UNIFAP


Pensando em políticas afirmativas, a Pró-Reitoria de Extensão e Ações Comunitárias está realizando o Trans Censo para identificar o perfil de estudantes transexuais e travestis da universidade. A pesquisa objetiva conhecer a realidade dos acadêmicos, desde seu ingresso na universidade até o acesso à saúde e ao mercado de trabalho. Com o resultado, será possível iniciar a criação de políticas e serviços para manter essa população na educação superior.


Alunos da UFPA assistindo a palestra (Foto: Gabriela de Matos/AGCOM)




(Foto: Gabriela de Matos/AGCOM)


Como participar da pesquisa Trans Censo


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