top of page
  • Foto do escritorAGCom

Documentário mergulha na cultura drag queen em Macapá

Conversa Viada é resultado das vivências de um jornalista amapaense que também pratica a arte drag.

Por Gil Reis

documentário sobre drag queen
Capa do documentário Conversa Viada. Fonte: Joaquim Gatz.

O documentário Conversa Viada nasceu no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do jornalista e drag queen Joaquim Gatz. Figura atuante na militância pelos direitos LGBTQIAPN+ na capital amapaense, o jornalista documenta o cenário drag queen em Macapá em suas nuances por meio de entrevistas com artistas e figuras atuantes na militância. O documentário está disponível em formato de websérie no YouTube.


Joaquim conta que a ideia para o documentário surgiu das suas vivências como homem gay, artista de drag e das dificuldades que passou durante o curso de Jornalismo. "Foram quinze anos para eu conseguir me formar, estar na universidade é muito difícil não só para mim, mas para pessoas como eu", afirma.


O jornalista também cita como forças inspiradoras por trás do trabalho as pessoas que ajudaram durante esse tempo, como sua falecida avó, seus pais e a professora Dra. Lylian Rodrigues, que foi sua orientadora no TCC. "Essa não é uma conquista só minha, é uma conquista também dessas pessoas".


Para Joaquim, o trabalho não termina no documentário. "É algo que eu pretendo continuar estudando na academia. Eu criei um TCC sobre drag, apresentei o TCC montado de drag e no dia da minha formatura eu estava montado de drag”, relata.


drag queen Céu Leehí
Céu Leehí é umas das personagens do documentário. Foto: Arquivo pessoal.

Uma das personagens do documentário, a ativista trans Céu Leehí, explica o que é a arte drag. Apesar de lidar com questões de gênero não é o mesmo que transexualidade. "É uma expressão artística que brinca com as noções de gênero de forma ampla, o drag é muita coisa, são muitas possibilidades. É uma performance, um momento que você incorpora uma persona para passar algo".


Céu pontua que mulheres trans e travestis também podem ser drag queens. "Muitas fazem e nem sabem. Drag apresenta muitas possibilidades!", destaca. Também fala sobre a importância de trabalhos que, como Conversa Viada, são realizados e protagonizados por pessoas LGBTQIAPN+.


"Projetos como esse quebram o paradigma da dor, como a gente chama, porque são pessoas LGBT, é um olhar muito específico, é um detalhe, é uma fala que talvez outra pessoa que não ocupa esse lugar não teria", afirma. A ativista finaliza falando sobre sua participação no documentário. "Pra mim foi uma honra participar, poder ser um contraponto", finaliza.


Assista aos dois episódios do documentário já publicados:


Episódio 01


Episódio 02


0 comentário

Comments


bottom of page