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CRESCE VENDA DE MÁSCARAS DE PANO EM MACAPÁ; CONFIRA AS RECOMENDAÇÕES DE USO

Especialista esclarece dúvidas e sugere uso das máscaras feitas com tricoline.


Por Luiz Felype


Foto de Ioná Cristina Silva


A pandemia do novo Coronavírus fez os brasileiros adquirir uma atenção especial à saúde. Está sendo constantemente divulgado na mídia o número de mortos, infectados e inúmeras medidas de contenção do vírus – como o isolamento social e sair de casa para comprar o básico. Essas e outras orientações estão de acordo com as medidas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como o Ministério da Saúde. A maioria da população entendeu a importância do confinamento em casa e, quando saem utilizam máscaras.


A falta da máscara e luva descartável é uma situação recorrente nas farmácias brasileiras. No Amapá, não é diferente. Luvas e máscaras modelo n95 são recomendáveis para médicos e pacientes com sintomas suspeitos do Covid-19, segundo o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Em caso de ausência dos sintomas, o uso não é necessário.


Para garantir proteção à saúde, ao sair de casa e desfrutar dos serviços essenciais como farmácias e supermercados, muitos que não possuem sintomas de gripe preferem usar máscaras a qualquer custo. Uma alternativa para conseguir o produto é encomendá-las. As costureiras estão faturando com a comercialização das máscaras de pano. É uma maneira de empreender sem sair de casa e garantir a demanda social pela proteção de áreas como nariz e boca.


Ioná Cristina Silva, de 52 anos, confecciona e vende máscaras de pano. Silva utiliza tricoline, tecido comprado no comércio local. Ela recebe de cinco a dez encomendas por dia e o modelo simples custa 10 reais. “Depois de ler alguns artigos falando sobre as máscaras de pano e qual o melhor tecido para usar, decidi começar a montar algumas máscaras personalizadas”, afirma explicando porque decidiu trabalhar nesse ramo.


Ioná confeccionando máscaras - Foto: Arquivo pessoal


A artesã trabalha 11 horas por dia, produzindo o equipamento de proteção com um material antialérgico conhecido como tela. Por não possuir transporte, os clientes vão a casa dela e buscam a encomenda. Além de vender o modelo simples, Ioná personaliza máscaras que custam 15 reais a unidade. Comprando acima de duas peças sai a R$ 12.


A unidade personalizada custa R$ 15 - Foto: Arquivo pessoal/Ioná Cristina


Para garantir uma, basta entrar em contato pelo número (96) 98801-1723 ou ir até o Residencial Açucena, na Rua Tia Bela, quadra 2, bloco 5, apartamento 302.


Ministro da Saúde recomenda uso de máscara de pano e alerta que modelo hospitalar é de uso restrito aos médicos


Luiz Henrique Mandetta – Foto: Isac Nóbrega/PR


Durante coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira (02), o Ministro da Saúde defendeu o uso das máscaras de pano diante do cenário de escassez do produto descartável nas farmácias. “Máscara de pano ou máscara comunitária, isso não tem regra. Eu posso colocar algumas sugestões, uma coisa básica. Você pode usar tecido grosso, não precisa ir para especificações técnicas, se tem que ser tecido A, B ou C. Pode ser o tecido que for. Se você tiver a sua e lavar com sabão, com produtos de limpeza de roupa e esfregar na mão, você mata o vírus”.


Luiz Henrique Mandetta também sugeriu a lavagem com água sanitária e deixar de molho por 10 ou 20 minutos. “Você põe para secar e nunca compartilha, nunca dá para outra pessoa”, afirma. O Ministro salientou que a máscara n95 é recomendável para os profissionais da saúde, pois esse modelo “vai fazer falta para os profissionais que estão no CTI”. Mas, quem está em comunidade deve simplificar. Faça a sua própria máscara e tenha as medidas de higiene regularmente. Segundo Mandetta, é recomendável que tenha “quatro ou cinco de uso pessoal”.


Em entrevista à AGCOM, o Doutor em Biologia de Doenças infecciosas Parasitárias, Rubens Alex de Oliveira Menezes, esclareceu algumas dúvidas frequentes sobre o Covid-19. Confira a matéria completa: https://agcomunifap.wixsite.com/jornalismoagcom/post/especialista-esclarece-d%C3%BAvidas-sobre-o-covid-19


Em relação às máscaras, Menezes afirma que materiais como máscaras, álcool em gel e luvas são prioritários aos profissionais da saúde que mantém contato direto com pacientes com sintomas da doença. “Para a população saudável, estudos não demonstraram um benefício claro do uso de máscaras e por este motivo há a orientação para que não se compre o produto em grandes quantidades, já que este ato pode fazer com que falte o item para as pessoas que realmente precisam. No entanto, caso a pessoa queira utilizar a máscara como uma forma a mais de proteção, sempre aliada às demais recomendações do Ministério da Saúde, a máscara de pano é uma solução”.


Ele recomenda o uso do tricoline para composição das máscaras. Rubens acredita que o tecido é resistente e permite que o indivíduo respire sem sufocar. “O tecido deve ser cortado de acordo com o modelo de máscara de proteção desejada. Antes de utilizar, lave a máscara com sabão neutro, este item deve ser utilizado por até duas horas e trocado após esse período”, diz o Doutor em Biologia que destaca outras medidas essenciais para evitar propagação do vírus.


“É importante destacar que medidas simples de lavagem das mãos, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo, evitar tocar olhos, boca e nariz com as mãos sujas, evitar contato próximo com pessoas doentes e isolamento social nesse período são as medidas preventivas da disseminação da doença”, finaliza.

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