• Thales Lima

Caesa é vendida por 930 milhões em leilão de concessão

A empresa vitoriosa do leilão é a mesma que ganhou a concessão da CEA

Participaram do leilão cinco empresas que já desempenham serviços de saneamento no Brasil. (reprodução: [B]³)

Aconteceu nessa tarde de quinta-feira (02), na sede da [B]³ (Bovespa), a concessão dos serviços de saneamento básico regionalizados desempenhados pela Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa). A empresa ganhadora do leilão foi o Consórcio Marco Zero, do Grupo Equatorial Energia, que acumula a concessão da distribuição de energia elétrica no estado.

O leilão foi realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e concede os serviços de captação, tratamento, distribuição de água, coleta e tratamento do esgoto na região metropolitana de Macapá pelo período de 35 anos. Participaram do leilão cinco empresas que já desempenham serviços de saneamento no Brasil.

O vencedor do leilão foi o Consórcio Marco Zero, com 20% de desconto no valor da tarifa. O valor do direito de uso e interferência na água do Amapá foi de 930 milhões. Faz parte do consórcio campeão o grupo Equatorial Energia, ganhador do leilão da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), em junho. É a primeira concessão que a empresa desenvolverá dentro do segmento de saneamento básico.

O valor da outorga foi de 930 milhões. (reprodução: [B]³)

“A Equatorial está bem capitalizada, ela tem dinheiro em caixa. Metade desse consórcio é formado pela Equatorial junto com a SAM, do Grupo Aterpa. Empresa que já atuou em saneamento. Todo esse montante que colocamos como outorga foi em cima dessa experiência que a SAM tem ao longo da sua vida. A Equatorial tem 80% de ações e a SAM 20% dentro desse consórcio”, detalha Augusto Miranda, diretor-presidente da Equatorial Energia.

O Grupo Equatorial Energia atua no setor elétrico em outros estados, e acumula diversas empresas estatais no Norte e Nordeste, como por exemplo, Cemar, Celpa, Equatorial Piauí, Equatorial Alagoas.

O governador do estado, Waldez Góes, diz que com a privatização da Caesa, a empresa estatal continuará existindo e ganhará novas missões e adaptações, além de investimento em energia renováveis.

“A companhia deixa de ter a responsabilidade de cobertura de todo o estado, passa a ter cobertura nas comunidades que não são assistidas pela concessionária, incorporando nisso a energia alternativa e a inclusão digital. Com a concessão, vai melhorar a oferta de serviços à população, impactando, sem dúvida, na saúde pública. Trabalhando, juntamente, com o BNDS, novos investimentos virão. O próximo passo será os resíduos sólidos”, afirma Góes.

Um dos desafios que a concessionária buscará solucionar é a redução dos índices de perda de água, que hoje supera os 70%. Além da cobertura do esgoto, que hoje, apenas 10% da população do Amapá possui esgoto coletado. Como mostra a reportagem realizada no início do processo de privatização da companhia de saneamento do Amapá, você pode conferir aqui.


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