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Arborização proporciona qualidade de vida para população nos centros urbanos

Atualizado: 8 de mai.

Diminuição dos índices de calor é um dos benefícios. Durante a COP-27, Governo do Amapá apresentou plano para criação de parque metropolitano.


Por Hevila Alves e Lorena Lima


Foto: Hevila Alves.


Todos os estados já foram campos abertos cheios de árvores, mas que sofreram a intervenção humana e se tornaram grandes centros urbanos. No entanto, essa mudança não acompanhou a preocupação com o meio ambiente ou a saúde do ecossistema, o que resultou em redução drástica da cobertura vegetal e aumento da poluição atmosférica, hídrica, visual e sonora.


No Amapá, essa realidade não é diferente. Por estar próximo a Linha do Equador, tem o clima propenso a alcançar altos índices de calor. Simone Rodrigues, assistente administrativa e moradora do município de Santana, conta que nos últimos anos tem sentido o clima mais quente.


“A cidade precisa de mais árvores, se tivesse, melhoraria a circulação de vento. Na frente da escola, onde trabalho, existiam três árvores, por não serem adequadas e de raízes profundas acharam melhor retirar. Para mim, é preciso pensar em plantar outra no lugar”, diz.


De acordo com o artigo 225 da Constituição Federal, é direito da população viver em um ambiente ecologicamente equilibrado, sendo dever do poder público defendê-lo e preservá-lo para as futuras gerações. Nesse contexto, a arborização urbana é vista como um elemento essencial nos projetos de desenvolvimento da cidade. Uma solução natural que torna o ambiente agradável e compatível, proporcionando qualidade de vida à população.


Foto: Hevila Alves.


Segundo o analista ambiental, Renan Mendes Santos, a cidade arborizada traz benefícios categorizados em três pilares da sociedade: econômica, social e ambiental. “Por exemplo, o aspecto econômico envolve geração de renda, porque incentiva as pessoas a frequentarem parques e praças arborizadas, além de ser um embelezamento para a cidade”, explica.


Foto: Hevila Alves.


Santos também trabalha na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Macapá e esclarece como o município atua quando precisa retirar uma árvore. “Quando alguém solicita o serviço de remoção de árvores, primeiramente, é feito uma vistoria no local para saber qual problema físico ou estrutural apresentado. Caso não tenha justificativa alguma para remoção, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente não faz a remoção e ainda tratamos para que ela fique mais vigorosa”, detalha.


Na Conferência das Nações Unidas para o Clima – COP27, realizada em novembro de 2022 no Egito, temas voltados às crises climáticas e problemas ambientais foram debatidos por 90 chefes de Estados. O Governo do Amapá apresentou um plano para criação de um parque metropolitano intitulado “Amaparque”, localizado na Lagoa dos Índios, uma área de conservação que fica entre os municípios de Macapá e Mazagão com cerca de 6 mil por 500 mil hectares que abriga uma diversidade de animais e plantas.


No Brasil, a lei determina que todo município com mais de 20 mil habitantes tenha um Plano Diretor, que consiste em um documento com medidas de planejamento ao crescimento urbano. A ideia é que o desenvolvimento seja feito de forma ordenada em prol de todos os cidadãos.



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